Luci Maria Teston, Djair Durand de Ramalho Frade
O cooperativismo constitui uma importante forma de organização econômica e social no Acre, articulando atividades produtivas, geração de trabalho e renda e participação coletiva em diferentes setores. Embora apresente uma estrutura relativamente pequena quando comparada ao cenário nacional, o segmento possui relevância no contexto estadual e regional. Em 2024, o Acre registrava 63 cooperativas, 12.384 cooperados e 873 empregos diretos, segundo dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, publicado pelo Sistema OCB1.
A partir dos dados disponibilizados pelo Anuário, este boletim apresenta um panorama do cooperativismo acreano entre 2019 e 2024, examinando a evolução do número de cooperativas, cooperados e empregados, a posição do Acre no contexto da região Norte e do Brasil e as diferenças entre os ramos de atuação. A análise busca ir além da apresentação dos números, procurando identificar diferenças na estrutura do setor e mudanças em sua composição ao longo do período, considerando as limitações de comparabilidade dos dados disponíveis.
Os dados revelam estruturas distintas entre os ramos: enquanto o Agropecuário concentra a maior parcela das cooperativas, o Crédito reúne a maioria dos cooperados e a Saúde responde pela maior participação nos empregos registrados pelo cooperativismo no estado.
A leitura conjunta desses indicadores permite compreender tanto a expansão da base social e da capacidade de geração de empregos quanto as mudanças ocorridas na composição interna do cooperativismo acreano ao longo do período analisado. Dessa forma, o boletim busca oferecer um retrato da trajetória recente do setor, evidenciando suas especificidades e fornecendo elementos para a reflexão sobre os desafios e as possibilidades de fortalecimento do cooperativismo no Acre.
Panorama do cooperativismo no Acre em 2024
Na Tabela 1 são apresentados três indicadores que oferecem uma primeira dimensão do cooperativismo no estado e servem de base para compreender tanto sua escala quanto as diferenças entre presença institucional, alcance associativo e geração de empregos.
Tabela 1 – Panorama geral do cooperativismo no Acre, 2024
Indicador | Valor registrado |
Cooperativas | 63 |
Cooperados vinculados | 12.384 |
Empregados diretos | 873 |
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
A leitura desses dados exige considerar as três dimensões em conjunto. O número de cooperativas informa a extensão da estrutura organizacional; o total de cooperados revela o alcance da associação cooperativista; e os empregos diretos mostram uma dimensão específica de inserção econômica do setor. Observados isoladamente, esses indicadores descrevem apenas parte da estrutura do cooperativismo acreano.
Essa distinção torna-se particularmente importante ao longo deste boletim, porque os ramos que concentram mais cooperativas não são os mesmos que reúnem mais cooperados ou empregos. Assim, a análise busca identificar não apenas o tamanho do setor, mas também como sua composição se distribui entre diferentes formas de atuação.
Nota metodológica
Os dados utilizados neste boletim foram extraídos do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, publicado pelo Sistema OCB. As comparações abrangem o período de 2019 a 2024 e consideram três indicadores: número de cooperativas, cooperados e empregados.
Na interpretação dos resultados, é necessário considerar possíveis diferenças nos critérios de contabilização e distribuição territorial dos registros. Segundo a metodologia divulgada pelo Sistema OCB, desde 2023 os cooperados e empregados passaram a ser distribuídos entre as unidades da Federação considerando a localização das filiais, quando essa informação está disponível. Essa alteração pode afetar a comparabilidade dos dados estaduais ao longo do período analisado.
Por essa razão, as variações apresentadas neste boletim devem ser interpretadas como diferenças entre os registros publicados para cada ano, sem que possam ser atribuídas exclusivamente à expansão ou à retração das atividades cooperativistas.
Evolução recente: estabilidade no número de cooperativas e expansão de cooperados e empregos
A Figura 1 apresenta a trajetória de cooperativas, cooperados e empregados no Acre entre 2019 e 2024. No intervalo entre os anos inicial e final, o número de cooperativas passou de 61 para 63, uma variação pequena. Em contraste, cooperados e empregados encerraram 2024 em patamares superiores aos de 2019, embora a série mostre oscilações ao longo do período.
Figura 1 – Evolução do número de cooperativas, cooperados e empregados no Acre, 2019 a 2024
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
Entre 2019 e 2024, o número de cooperados passou de 8.974 para 12.384, enquanto os empregos diretos aumentaram de 544 para 873. A comparação indica que a expansão observada no período ocorreu sobretudo no alcance associativo e na geração de empregos, e não na abertura de um número considerável de novas cooperativas.
A série, contudo, não apresenta crescimento contínuo. O número de cooperados alcançou 22.985 em 2023 e recuou para 12.384 em 2024, enquanto o número de cooperativas também oscilou ao longo dos anos. Os dados disponíveis no Anuário não permitem identificar as causas dessas variações; por isso, a interpretação mais segura é distinguir a tendência entre os pontos inicial e final das mudanças ocorridas ano a ano.
A Figura 2 reforça essa leitura ao colocar lado a lado os valores de 2019 e 2024. A diferença entre os dois anos é pequena no número de cooperativas e substancialmente maior nos outros dois indicadores, evidenciando ritmos distintos de mudança dentro do setor.
Figura 2 – Comparação dos principais indicadores do cooperativismo no Acre entre 2019 e 2024

Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
A Tabela 2 quantifica essas diferenças. Entre 2019 e 2024, o número de cooperativas aumentou 3,3% (+2), o de cooperados cresceu 38,0% (+3.410) e o de empregados, 60,5% (+329). Em termos relativos, portanto, a geração de empregos foi o indicador que mais avançou entre os anos comparados, seguida pela base de cooperados.
Tabela 2 – Variação dos indicadores gerais do Acre, 2019 a 2024
Indicador | 2019 | 2024 | Variação absoluta | Variação (%) |
Cooperativas | 61 | 63 | 2 | 3,3% |
Cooperados | 8.974 | 12.384 | 3.410 | 38,0% |
Empregados | 544 | 873 | 329 | 60,5% |
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
O conjunto desses resultados aponta para um processo de adensamento das organizações existentes: em 2024, havia apenas duas cooperativas a mais do que em 2019, mas a base de cooperados e o número de empregos diretos eram maiores. Trata-se de uma mudança importante na escala de atuação do cooperativismo acreano, ainda que marcada por oscilações internas no período.
O Acre no contexto da região Norte
A comparação com os demais estados da região Norte permite situar a escala do cooperativismo acreano em um contexto regional. A Figura 3 mostra que os três indicadores apresentam distribuições diferentes entre as unidades federativas, sendo importante evitar uma leitura baseada apenas na quantidade de cooperativas.
Figura 3 – Cooperativismo no Acre em comparação com os estados da Região Norte, 2024

Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
No recorte regional apresentado na Figura 3, o estado aparece com participação mais expressiva no total de cooperativas do que no total de cooperados. Essa diferença revela que presença organizacional e alcance associativo não caminham necessariamente na mesma proporção.
A menor participação relativa em cooperados, quando comparada à participação em cooperativas, é um aspecto central para compreender a estrutura acreana. Em vez de indicar, por si só, desempenho melhor ou pior, o dado mostra uma configuração específica: o Acre reúne uma parcela relevante das organizações da região Norte, mas uma parcela menor de sua base total de associados.
A Tabela 3 torna essa diferença mais precisa. Em 2024, o Acre respondeu por 11,21% das cooperativas da região Norte, 6,12% dos empregados e 1,69% dos cooperados. No conjunto do Brasil, as participações foram de 1,44%, 0,15% e 0,05%, respectivamente. Os percentuais evidenciam que o peso relativo do Acre é muito maior no número de organizações do que no volume de cooperados.
Tabela 3 – Participação do Acre no cooperativismo regional e nacional, 2024
Indicador | Acre | Região Norte | Brasil | % no Norte | % no Brasil |
Cooperados | 12.384 | 731.310 | 25.804.321 | 1,69% | 0,05% |
Cooperativas | 63 | 562 | 4.384 | 11,21% | 1,44% |
Empregados | 873 | 14.267 | 578.035 | 6,12% | 0,15% |
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
Os dados regionais e nacionais sugerem, portanto, duas escalas distintas de leitura. No Brasil, a participação acreana é reduzida nos três indicadores. Na região Norte, porém, a presença do estado torna-se mais visível, sobretudo pelo número de cooperativas. Essa diferença de escala ajuda a evitar conclusões baseadas apenas em totais nacionais.
Ramos de atuação: três dimensões, três padrões de concentração
A distribuição por ramos revela uma característica marcante do cooperativismo acreano em 2024. Das 63 cooperativas registradas, 42 pertenciam ao ramo Agropecuário, o equivalente a 66,7% do total. A Tabela 4 mostra, entretanto, que essa predominância institucional não se repete automaticamente quando se observam cooperados e empregados.
Tabela 4 – Distribuição do cooperativismo acreano por ramo, segundo cooperativas, cooperados e empregados, 2024
Ramo | Cooperativas | Cooperados | Empregados | |||
Nº | % | Nº | % | Nº | % | |
Agropecuário | 42 | 66,7% | 3.916 | 31,6% | 240 | 27,5% |
Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) | 9 | 14,3% | 207 | 1,7% | 11 | 1,3% |
Transporte | 7 | 11,1% | 622 | 5,0% | 8 | 0,9% |
Saúde | 3 | 4,8% | 224 | 1,8% | 522 | 59,8% |
Crédito | 2 | 3,2% | 7.415 | 59,9% | 92 | 10,5% |
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
No número de cooperados, a concentração desloca-se para o ramo Crédito: 7.415 associados, ou 59,9% do total estadual. O Agropecuário aparece em seguida, com 3.916 cooperados (31,6%). Assim, dois ramos concentram a maior parte da base associativa, mas com estruturas muito diferentes: o Agropecuário reúne muitas organizações, enquanto o Crédito concentra grande número de cooperados em apenas duas cooperativas.
Esse contraste é um dos principais resultados encontrados. O Agropecuário representa dois terços das cooperativas, mas pouco menos de um terço dos cooperados; o Crédito representa apenas 3,2% das cooperativas e reúne 59,9% dos cooperados. A comparação mostra por que a quantidade de organizações, sozinha, não é suficiente para dimensionar o alcance de cada ramo.
A distribuição dos empregos apresenta um terceiro padrão. O ramo Saúde, com 3 cooperativas, concentrou 522 dos 873 empregos diretos registrados em 2024, correspondendo a 59,8% do total. A Figura 4 sintetiza essas assimetrias e mostra que a liderança muda conforme a dimensão observada: Agropecuário em cooperativas, Crédito em cooperados e Saúde em empregos.
Figura 4 – Distribuição dos ramos do cooperativismo acreano, segundo cooperativas, cooperados e empregados, 2024

Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
A leitura conjunta da Tabela 4 e da Figura 4 evidencia uma estrutura setorial fortemente diferenciada. O número de cooperativas expressa a distribuição institucional; o de cooperados, o alcance associativo; e o de empregados, a intensidade de geração de postos de trabalho. No Acre, nenhum ramo lidera simultaneamente as três dimensões.
Indicadores médios: escala interna dos ramos
Os indicadores médios da Tabela 5 ajudam a observar a escala interna das organizações. Em 2024, o ramo Crédito registrou 3.707,5 cooperados por cooperativa, valor muito superior ao dos demais ramos. O resultado decorre da combinação entre uma base de 7.415 cooperados e apenas duas cooperativas registradas no estado.
Nos demais ramos, as médias de cooperados por cooperativa foram de 93,2 no Agropecuário, 88,9 no Transporte, 74,7 na Saúde e 23,0 em Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS). Essas diferenças reforçam que o número de cooperativas não traduz diretamente o tamanho médio de sua base associativa.
Quando o foco passa para os empregos por cooperativa, a Saúde se diferencia: são 174 empregados por organização. O Crédito registra 46,0; o Agropecuário, 5,7; o TPBS, 1,2; e o Transporte, 1,1. Já o indicador de empregados por 1.000 cooperados também destaca a especificidade da Saúde, com 2.330,4, muito acima dos valores observados nos demais ramos.
Tabela 5 – Indicadores médios por ramo no Acre, 2024
Ramo | Cooperados por cooperativa | Empregados por cooperativa | Empregados por 1.000 cooperados |
Crédito | 3.707,5 | 46,0 | 12,4 |
Agropecuário | 93,2 | 5,7 | 61,3 |
Transporte | 88,9 | 1,1 | 12,9 |
Saúde | 74,7 | 174,0 | 2.330,4 |
TPBS | 23,0 | 1,2 | 53,1 |
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
Os indicadores médios confirmam três perfis distintos: o Crédito combina poucas organizações com ampla base associativa; a Saúde apresenta elevada concentração de empregos; e o Agropecuário se caracteriza, sobretudo, pela maior quantidade de cooperativas. Esses perfis devem ser considerados separadamente para evitar comparações entre ramos com estruturas muito diferentes.
Mudanças na composição dos ramos entre 2019 e 2024
A Tabela 6 compara a participação de cada ramo no total de cooperados, cooperativas e empregados em 2019 e 2024. A diferença é expressa em pontos percentuais (p.p.), o que permite identificar mudanças na composição interna do setor. Esse indicador não mede, por si só, crescimento ou redução em valores absolutos: ele mostra se cada ramo ganhou ou perdeu participação no conjunto.
Tabela 6 – Participação dos ramos no cooperativismo acreano em 2019 e 2024, com diferença em pontos percentuais
Cooperados | |||
Ramo | 2019 | 2024 | Diferença (p.p.) |
Crédito | 67,8% | 59,9% | -7,9 |
Agropecuário | 20,6% | 31,6% | 11,0 |
Transporte | 5,0% | 5,0% | 0,0 |
Saúde | 2,4% | 1,8% | -0,6 |
TPBS | 4,1% | 1,7% | -2,5 |
Cooperativas | |||
Ramo | 2019 | 2024 | Diferença (p.p.) |
Agropecuário | 47,5% | 66,7% | 19,1 |
TPBS | 26,2% | 14,3% | -11,9 |
Transporte | 14,8% | 11,1% | -3,6 |
Saúde | 4,9% | 4,8% | -0,2 |
Crédito | 6,6% | 3,2% | -3,4 |
Empregados | |||
Ramo | 2019 | 2024 | Diferença (p.p.) |
Saúde | 50,0% | 59,8% | 9,8 |
Agropecuário | 33,8% | 27,5% | -6,3 |
Crédito | 12,5% | 10,5% | -2,0 |
TPBS | 0,2% | 1,3% | 1,1 |
Transporte | 3,5% | 0,9% | -2,6 |
Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro/OCB. Elaboração própria.
Na composição dos cooperados, o Agropecuário foi o ramo que mais ganhou participação, passando de 20,6% para 31,6% (+11,0 p.p.), enquanto o Crédito recuou de 67,8% para 59,9% (-7,9 p.p.). O Transporte permaneceu em 5,0%. A perda de participação relativa do Crédito não significa, necessariamente, redução de sua base em termos absolutos; indica que seu peso no total estadual diminuiu entre os dois anos.
A mudança é ainda mais acentuada na composição das cooperativas: o Agropecuário passou de 47,5% para 66,7% (+19,1 p.p.), enquanto o TPBS caiu de 26,2% para 14,3% (-11,9 p.p.). Nos empregos, a Saúde ampliou sua participação de 50,0% para 59,8% (+9,8 p.p.), ao passo que o Agropecuário recuou de 33,8% para 27,5% (-6,3 p.p.). Em conjunto, os dados mostram uma reorganização da estrutura relativa dos ramos entre 2019 e 2024.
Síntese dos resultados
Entre 2019 e 2024, o cooperativismo acreano apresentou pequena variação no número de cooperativas e crescimento mais expressivo, entre os anos inicial e final, no número de cooperados e de empregos diretos. Em 2024, o setor reunia 63 cooperativas, 12.384 cooperados e 873 empregados. A série histórica, contudo, registra oscilações importantes, especialmente no número de cooperados, o que recomenda cautela na leitura da trajetória anual.
A estrutura por ramos é marcada por forte diferenciação. O Agropecuário concentra 66,7% das cooperativas; o Crédito, 59,9% dos cooperados; e a Saúde, 59,8% dos empregos. Essa distribuição mostra que presença institucional, alcance associativo e geração de empregos são dimensões distintas e precisam ser analisadas conjuntamente.
A comparação regional reforça essa interpretação. O Acre representa 11,21% das cooperativas da Região Norte, mas 1,69% dos cooperados e 6,12% dos empregados. O contraste indica que o peso regional do estado varia significativamente conforme o indicador considerado.
Nesse sentido, duas observações são importantes. Nesse período de 2019 a 2024, o Anuário conteria limitações quando aplicados a análises regionais, considerando possíveis inconsistências ou limitações metodológicas na contabilização dos números: a) duplicidade de cooperados: quando uma mesma pessoa é associada a mais de uma cooperativa e, consequentemente, contabilizada mais de uma vez; b) atribuição territorial: quando cooperados residentes em um estado são registrados como pertencentes ao estado onde se localiza a sede da cooperativa, como o caso das cooperativas de crédito que desenvolvem atividades no Acre, mas tem sua sede em Rondônia. São limitações importantes e que devem ser consideradas como um possível viés no conjunto dos dados analisados, os quais já foram sanados nas edições mais recentes.
Em síntese, os dados descrevem um cooperativismo que, entre 2019 e 2024, ampliou sua base de cooperados e seus empregos diretos em proporção maior do que o número de organizações e, simultaneamente, alterou a composição relativa de seus ramos. O principal resultado analítico do boletim é justamente essa heterogeneidade: diferentes ramos desempenham papéis distintos na estrutura cooperativista acreana, e qualquer diagnóstico ou ação voltada ao setor precisa levar essa diversidade em conta.
1 OCB. Anuário COOP 2025, 2025. Disponível em: https://somoscooperativismo.coop.br/anuario. Acesso em: 10 jun. 2026.