Francisco Afonso Nepomuceno
A luta desencadeada pelos seringueiros de Xapuri na década de 1980 para manter o território que hoje faz parte da Reserva Extrativista Chico Mendes e outras Unidades de Conservação foi circunscrita no âmbito de muita força e virilidade. Posta nestes termos passa-se a impressão da ausência absoluta de mulheres nessas lutas e mobilizações; mesmo em um ambiente onde o argumento da força era mais prevalente do que a força do argumento, várias foram as mulheres que participaram ativamente do processo de resistência chamado “empate” e nos desafios posteriores do movimento. Sempre com muita coragem, arriscando suas vidas na luta ao lado dos seus companheiros seringueiros.
Esse boletim vai fornecer, com base nos acontecimentos do período da resistência até os dias atuais, os elementos basilares que permitem a análise e a comprovação da presença ativa das mulheres no movimento dos seringueiros, o seu protagonismo nas atividades da comunidade e na esfera pública, fenômeno que tem crescido de modo contínuo. A metodologia utilizada será as entrevistas realizadas com mulheres do movimento e com participantes da resistência dos seringueiros. As análises levarão em consideração os acontecimentos noticiados sobre o movimento dos seringueiros no período da resistência e a dinâmica dos acontecimentos recentes que demandam novas formas de organização e de luta ambiente que tem possibilitado a participação mais ativa das mulheres.
Para além do forró de quatro bolas
A ocupação do território onde hoje é o Acre, no último quarto do século XIX, se deu em razão da extração do látex (Oliveira, 1985; Garcia, 1987), matéria prima estratégica para a indústria europeia e estadunidense em franco desenvolvimento naquele período. A forte pressão exercida pelo capital externo por mais borracha, obrigou o aumento da escala e esta, só era possível com a incorporação de mais força de trabalho e a ocupação de mais áreas. Nesse sentido, houve um deslocamento de milhares de trabalhadores, a maioria do Nordeste principalmente do Estado do Ceará assolado pela seca de 1887, para serem incorporados na indústria de produção do látex na condição de seringueiros. Vale destacar que mesmo aqueles que eram casados vieram sozinhos, o sonho de todos era acumular algum dinheiro e retornar para sua terra natal e proporcionar uma melhor qualidade de vida para a família como fora prometido pelos recrutadores. Um sonho que virou pesadelo.
Nas centenas de seringais e nas milhares de colocações existentes, em decorrência da primeira leva de nordestino que migrou para o Acre, a presença de mulheres era muito rara à exceção dos seringalistas e guarda livros cujas famílias viviam na sede do seringal. Foi nesse contexto que ficou famosa as histórias contadas até hoje por seringueiros, que ouviram de seus antepassados, a realização do forró de quatro bolas. Na ausência absoluta de qualquer entretenimento e de lazer, vez por outra alguém organizava uma festa e convidava os amigos para tomar cachaça, dançar forró e as vezes, brigar fazia parte desse combo. Na ausência de mulheres, dançava-se homem com homem vindo daí a história do forró de quatro bolas.
Para além da anedota, o percurso da vida no seringal desde o século XIX, erigiu uma cultura masculina que impregnou o imaginário do acreano e estruturou as relações sociais. O patriarcalismo é um dos marcadores mais característicos da sociedade brasileira, os nordestinos que vieram para o Acre já eram profundamente afetados por essa subjetividade e as condições hostis do seringal serviram para embrutecê-los ainda mais. Mesmo quando é para enaltecer a mulher, numa alegoria em que o ser feminino demonstrava algum poder, recorria-se a masculinidade para legitimar o elogio. Os versos de Luiz Gonzaga para enaltecer a bravura da cidade de Princesa, que, liderada pelo coronel José Pereira, enfrentara e vencera em três ocasiões as guarnições militares de João Pessoa, governador da Paraíba (1928 – 1930) diz muito “Paraíba masculino mulher macho sim senhor”. A ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (paraibana), quando da campanha vitoriosa em 1988 contra Paulo Maluf, foi vítima de muita discriminação. Após o resultado, quando indagado por repórteres sobre o fato de ter perdido para uma mulher nordestina, Maluf, em tom sarcástico respondeu: será mesmo que eu perdi para uma mulher?
A participação das mulheres no período da Resistência
O processo de resistência dos seringueiros na década de 1980, teve no “empate” o método empregado para impedir o desmatamento da floresta e com isso preservar a flora, a fauna e o seu modo de vida, indissociável da floresta mantida em pé. O empate consistia em fazer um cordão de isolamento entre a floresta e os trabalhadores contratados pelos fazendeiros para desmatá-la; nos momentos de tensão os trabalhadores contavam com a proteção da polícia e dos jagunços. Esse cordão comumente era feito pelas mulheres e crianças na linha de frente para simbolizar a não violência. No entanto, por se tratar de um ambiente hostil e marcado pela presença de homens armados dentro e fora da lei, era uma atitude extremamente corajosa, um caso típico de parresía. A coragem de dizer tudo por um dever ético e moral pondo em risco a própria vida, nesse caso, mesmo quando a mensagem fora transmitida com os corpos. Na entrevista que fiz com o advogado, Gumercindo Rodrigues (assessor de Chico Mendes nos últimos 3 anos de vida do líder seringueiro) ele conta uma passagem marcante do movimento dos seringueiros que ilustra a participação ativa das mulheres nos empates.
Foi um empate realizado no Seringal Equador, próximo ao Seringal Cachoeira onde residia Chico Mendes. O clima era tenso, havia um grupo de 23 policiais militares fortemente armados, comandado por um tenente. Durante a noite, Chico Mendes convocou uma reunião para definir a estratégia do dia seguinte, a partir das informações relatadas por Gumercindo e Marcolino que tinham sido designados para verificar a situação. Diante das informações a orientação de Chico Mendes foi para que cada companheiro se livrasse de qualquer objeto que se parecesse com uma arma e concluiu, vamos na tranquilidade. Segundo Gumercindo:
“[…] e aí de manhã cedo, no outro dia, quando a gente foi sair as mulheres chegaram e disseram assim: nós vamos na frente. O Chico preocupado, disse não. Elas disseram, nós não estamos pedindo, nós estamos avisando que nós vamos na frente. Elas tinham feito uma reunião à noite, as mulheres lá do Cachoeira, para saber do que estava acontecendo e nessa reunião, elas tinham decidido que iriam fazer isso e elas justificaram: porque a gente acha que a polícia não vai atirar nas mulheres e nas crianças, né? E realmente o Chico falou, então tá bom. E elas realmente foram à frente, né? Nós éramos 159 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. E nós fomos e só. E até chegar bem pertinho estavam os policiais, a gente escutava os caras, estavam em formação de fila dupla, colocando bala na arma, e fazia barulho de armas, os fuzis e tal deles. E aí, aquela coisa toda. Quando a gente foi chegando perto, elas, as professoras, puxaram com as crianças o hino nacional.
O tenente deu uma ordem, todo mundo ficou em posição de apresentar armas, tal posição bateu na continência. Por quê? Porque é um símbolo nacional e nós não tínhamos essa informação, nem elas tinham. E aí nós cantamos o hino nacional todinho e os caras ficaram lá em posição de sentido. E depois o Chico foi conversou com o tenente, falou, ó, porque é ilegal tal. O tenente respondeu, mas eu tenho ordem do juiz e tal. Na negociação, ele conseguiu que o tenente, naquele dia, suspendesse o desmatamento e nós iríamos para Xapuri para tentar conseguir mostrar ao juiz que havia um desmatamento ilegal. […] ele sempre foi um exímio negociador, tranquilo, mas o Chico nunca negociou princípios.
Esse acontecimento tão marcante na trajetória do movimento dos seringueiros traz três lições importantes que merecem destaque: a primeira, a invisibilidade das mulheres na luta dos seringueiros contra os fazendeiros na década de 1980, é de responsabilidade dos historiadores e pesquisadores descuidados, para dizer o mínimo, os fatos apontam para outra direção. O relato de Gumercindo Rodrigues traduz com propriedade, o protagonismo das mulheres, a solidariedade e acima de tudo a coragem de quem prova com gestos que está para o que der e vier. A outra lição é a retidão moral de Chico Mendes, não negociar princípios atesta a firmeza de quem lidera e assim procedendo obtém a confiança dos companheiros e companheiras. Por fim, um outro traço importante que se conecta com a coerência do líder seringueiro, é a sensibilidade demonstrada na relação com as mulheres. O bom senso falou mais alto, mesmo se tratando de um ambiente de predominância masculina e de força, a persistência das companheiras em colocar seus corpos como escudo, foi percebido como um ato ousado, porém, muito inteligente e astuto para conter o espírito beligerante dos policiais.
A participação das mulheres na atividade política em alguma medida possui, mesmo quando as envolvidas não se autoproclamam, um laço com o movimento feminista. Este, desde o seu surgimento no século XX, passou por vários momentos ou ondas como denominado na academia e foi, cada vez mais, adquirindo um perfil multifacetado conectando-se com o tema mais geral da emancipação feminina. O olhar europeu ou estadunidense da mulher branca de classe média, por exemplo, é cada vez menos aceito para falar em nome da mulher africana ou latino-americana. O recorte étnico-racial e ou de classe, tem constituído a matéria prima do pensamento decolonial para pensar a política de gênero e a emancipação da mulher num mundo em que a cultura patriarcal ainda predomina e tem ganhado força com o recrudescimento do fascismo no século XXI.
Uma das concepções teóricas no amplo leque de manifestações do movimento feminista na atualidade é o ecofeminismo, voltado para propor um novo padão civilizatório a partir de uma aguda crítica ao sistema capitalista na sua versão neoliberal. O ecofeminismo no seu propósito geral busca recuperar a unidade do movimento feminista em nome da luta pela emancipação da mulher e vai além, a indissociabilidade da luta pela vida, envolve a preservação do planeta (natureza) o bem-estar da humanidade e de todas as espécies. Essa visão holística de mundo é constitutiva do núcleo argumentativo do ecofeminismo e revela sua dimensão utópica própria dos que ousam sonhar. O termo ecofeminismo é creditado à socióloga feminista, François D’Eubone desde 1974. Sendo, a partir da França, disseminado nos demais continentes através do movimento feminista em geral e da academia.
Tereza Gimenez traduz de forma didática a história do movimento, diz ela “A diversidade do movimento ecofeminista tem como base mínima compartilhada a aliança entre o princípio feminino e o princípio ecológico, propondo a integração dos princípios feministas e ecológicos como uma nova abordagem que tenta uma relação sócio-teórica com a natureza e a relação entre os sexos […] o ecofeminismo é uma corrente de pensamento ou movimento que se enquadra na Teoria Feminista ou no movimento feminista, que nasceu e amadureceu na segunda metade do século XX e que tem um papel paradigmático na construção filosófica, social, ética e epistemológica do século XXI”.
Uma outra autora de grande prestígio no debate do ecofeminismo é Vandana Shiva. Na sua visão crítica ao desenvolvimento capitalista ela afirma, “Cria-se uma identificação errônea que atribui ao crescimento de produção de mercadoria a qualidade de ser a melhor forma de satisfazer necessidades básicas. Na verdade, há menos água, menos terras férteis e menos riqueza genética no processo de desenvolvimento. Como esses recursos naturais são a base da economia de subsistência das mulheres, a sua escassez empobrece-as e aos povos marginalizados de uma forma incomum”. De uma clareza solar a reflexão da autora, ao dissecar a contradição insolúvel do modelo hegemônico neoliberal que aponta o crescimento econômico através da produção infinita de bens de consumo como a panaceia para erradicar todos os males.
Como dito anteriormente, a participação das mulheres no movimento dos seringueiros não obedeceu necessariamente a uma doutrina ou qualquer concepção teórica que tenha servido de guia capaz de orientar a ação. No entanto, assim como onde há trabalhadores mobilizados e lutando por direitos tem luta de classe e esta, ainda que tangencialmente, flerta com as ideias socialistas propugnadas por Marx, Engels e Lênin a luta de mulheres por direitos, insinua matrizes teóricas constitutivas do feminismo ainda que as protagonistas não conheçam a teoria, suas atitudes acabam fortalecendo tais concepções. Na esteira da participação das mulheres nos primeiros empates e mobilizações, várias foram aquelas que protagonizaram posteriormente e continuam a fazê-lo, no âmbito do movimento.
Dercy Teles foi uma das primeiras protagonistas no movimento dos seringueiros e que ganhou visibilidade, presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (STR) em dois momentos distintos: em 1981, presidiu o STR por um ano em substituição ao presidente eleito, afastado em assembleia pelos associados, acusado de corrupção. Em 2011, Dercy voltou a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri ficando na direção até 2017. Na dinâmica da evolução do movimento dos seringueiros, o número de mulheres militantes aumentou significativamente, atualmente o maior sindicato da região do Alto Acre, o STR de Brasiléia, é presidido por Francisca Bezerra dos Santos, desde 2016, já está no terceiro mandato consecutivo. Ela afirma com autoridade “Nunca me senti diminuída, afinal de contas quem me elegeu foram os homens”. Quanto a participação das mulheres, Francisca considera que poderia ser maior, mas dentro do sindicato elas têm uma atuação mais aguda na organização do que os homens, estes, participam das reuniões e assembleias, mas quem segura a rotina do dia a dia são as mulheres, afirmou.
Uma outra mulher do movimento dos seringueiros que adquiriu notoriedade foi Maria Araújo de Aquino (Leide Aquino). Além da militância ativa com os seringueiros, se notabilizou no movimento de mulheres, educadora popular e foi membra do primeiro escalão do governo de Binho Marques na pasta da assessoria da mulher com status de secretaria. Leide afirma com orgulho “Quando estive no governo, cheguei a usar salto alto e nunca me senti superior a ninguém, voltei para a Reserva Extrativista Chico Mendes e hoje calço minhas sandálias e não me sinto inferior a ninguém”. Com esse agudo senso de justiça social, Leide Aquino segue como militante do movimento e do Partido dos Trabalhadores organizando e fortalecendo a participação de mais mulheres na luta por igualdade, emancipação e sustentabilidade ambiental.
O coletivo varadouro formado por jovens, tem revelado um número cada vez maior de mulheres militantes desse segmento no interior da RESEX Chico Mendes. Esse fenômeno atesta que a ocupação de espaços importantes por Dercy Telles, Leide Aquino e Francisca Bezerra não constitui um fato episódico, deriva da dinâmica do movimento e da evolução consistente da participação feminina na militância política no âmbito da Reserva. Uma das militantes mais aguerridas do Coletivo Varadouro é Iranilce Pereira da Silva, moradora do seringal Guanabara no rio Iaco. Com participação ativa nas atividades dos moradores da RESEX Chico Mendes, portadora de um discurso eloquente e boa articuladora. Iranilce, além da militância política, tem se notabilizado por sua habilidade na produção de artesanato da floresta, já participou de vários eventos fora do Acre para exibir os produtos de seu talento. Na entrevista que fiz com ela durante a realização do encontro regional do Conselho Nacional dos Seringueiros ela falou sobre o que a move: “Eu me inspiro no seu Raimundão e no seu Julho Barbosa, os mais velhos lutaram ao lado do Chico Mendes para conquistar a Reserva, não podemos esquecer disso,”. Munida dessa crença, Iranilce e seus colegas da juventude da Reserva têm mobilizados jovens para resistirem à descaracterização do território e do modo de vida.
Laiane dos Santos é outra militante do coletivo Varadouro, filha de Francisca dos Santos, presidenta do STR de Brasiléia. Detentora de um discurso contundente, Laiane é crédula na resistência dos moradores para que a Reserva permaneça como foi concebida. “Meu avô e minha mãe sempre me ensinaram a ser o que eu sou. Eles sempre estiveram na luta e minha mãe sempre falava das coisas do sindicato. Muitas vezes ela me levava para as reuniões. Meu avô, falava dos tempos do Wilson Pinheiro e do Chico Mendes.”. Esses exemplos atuais atestam que a semente plantada por Dercy Teles e tantas outras mulheres com menor visibilidade, mas com igual coragem, tem rendido frutos.
Conclusão
Esse texto abordou o protagonismo das mulheres extrativistas na Reserva Extrativista Chico Mendes, desde à resistência aos dias atuais. Procurou destacar aquelas cuja atuação no movimento dos seringueiros legou maior visibilidade, sem com isso enfeixar um somatório de biografias. O fato de localizarmos mulheres na posição de liderança em todas as décadas, num ambiente de predominância masculina como é o caso do movimento dos seringueiros, revela de modo insofismável tratar-se de um fenômeno de caráter estrutural. Dito de outra maneira, a presença de mulheres no movimento dos seringueiros e na RESEX Chico Mendes não é um raio em céu azul, veio para ficar por ser constitutivo da dinâmica do movimento.
O aumento da escolaridade e a consolidação de uma infraestrutura capaz de permitir maior interação online e presencial tenderá a aumentar a participação e o protagonismo feminino nas atividades no interior da Reserva. Para além da política, outros espaços estão sendo constituídos na esfera da economia, da cultura, esporte, lazer, religiosidade possibilitando a expansão do protagonismo feminino. Já havia desde a demarcação da Reserva em 1990, a participação mais efetiva das mulheres nas atividades de saúde e educação, exercendo o ofício de professoras, agentes comunitárias de saúde, merendeiras, zeladoras. Todos esses espaços se entrelaçam com a política na medida que as instituições mais tradicionais: STR, CNS, partido político e mais recentemente as cooperativas, debatem os temas de interesse gerais da comunidade a partir das particularidades permitindo uma maior visibilidade das mulheres.
Bibliografia
Entrevista feita com AQUINO, Maria Araújo. Moradora da RESEX Chico Mendes, em 18 de dezembro de 2023;
GARCIA, Hélio. Conflitos pela terra no Acre. Curitiba. Editora Linarth, 1987.
GIMENEZ, Tereza Vicente. Propostas Integracionistas da ideia de Solidariedade Humana e Integridade Ecológica: O Movimento Ecofeminista. Anais de direito, Universidade de Murcia, 2008.
Entrevista com LANES, Iranilce Pereira da Silva. Moradora da RESEX Chico Mendes, no dia 20 de dezembro de 2023.
OLIVEIRA, Pinto. O Sertanejo o Brabo e o Posseiro. Curitiba. Editora Linarth, 1982.
Entrevista feita com RODRIGUES, Gumercindo Clóvis Garcia. Assessor de Chico Mendes nos anos (1986/87 e 1988) e militante político e ambiental em Xapuri, no dia 10 de janeiro de 2025.
Entrevista feita com SANTOS, Laiane Bezerra. Moradora de da Reserva Extrativista Chico Mendes, em 19 de dezembro de 2023.
SHIVA, Vandana. A visão do Ecofeminismo. Pólis Revista Latino-Americana – gênero e Sustentabilidade, 2024.